Capítulos de Livros

“Ontologia” como um conceito fundamental do pensamento histórico: perspectivas historiográficas latino-americanas

Este capítulo introduz o conceito de ontologia como um problema central do pensamento histórico, examinando sua trajetória desde Heidegger até debates latino-americanos contemporâneos. O texto analisa como a noção de Ser foi reinterpretada por correntes hermenêuticas, existencialistas e críticas, revelando tensões entre perspectivas universalistas europeias e modos plurais de existência.

Ao destacar autores latino-americanos — como O’Gorman e Dussel — o capítulo evidencia esforços de descolonização das categorias ontológicas, tema diretamente alinhado ao GECHEH. A discussão reforça a necessidade de superar leituras eurocêntricas do tempo e da condição humana, ampliando bases conceituais para uma história plural e sensível às experiências do Sul Global.

Dipesh Chakrabarty: subalternidade e deseuropeização da História

Este capítulo examina a obra de Dipesh Chakrabarty e sua crítica pós-colonial ao eurocentrismo. Apresenta sua proposta de provincializar a Europa, argumentando que categorias da modernidade ocidental não são universais e que múltiplas temporalidades, racionalidades e formas de historicidade coexistem em sociedades colonizadas.

O texto discute temas como agência subalterna, hibridismo, capitalismo como forma situada e, mais recentemente, o debate sobre o Antropoceno. Ao ampliar a teoria da história para incluir experiências marginalizadas e perspectivas planetárias, Chakrabarty oferece contribuições diretamente convergentes com os objetivos do GECHEH, especialmente na crítica ao eurocentrismo e na valorização das historicidades plurais no ensino e na pesquisa.

Reinhart Koselleck (1923–2006)

O capítulo apresenta um panorama acessível e crítico da obra de Reinhart Koselleck, destacando sua crítica ao historicismo, a noção de camadas de tempo, a articulação entre experiência e expectativa e o papel das linguagens políticas na constituição da modernidade.

A discussão evidencia como a análise koselleckiana do tempo histórico oferece ferramentas centrais para compreender mudanças sociais de longo prazo e para problematizar narrativas teleológicas. Ao dialogar com questões abordadas pelo GECHEH — como pluralidade temporal, crítica ao eurocentrismo e fundamentos conceituais da consciência histórica — este capítulo contribui para o fortalecimento das reflexões teóricas adotadas pelo grupo.

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